Arquivo da tag: CEO

Artigo publicado na Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão: O tempo de mandato do CEO e o desempenho das organizações

Foi publicado – edição de julho/setembro 2011 – na Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão o artigo O tempo de mandato do CEO e o desempenho das organizações: Um estudo em grandes empresas brasileiras. Este artigo é de minha autoria com prof. Fernando Serra e prof. Manuel Ferreira. Foi um grande aprendizado escrever este artigo com Prof. Serra e Prof. Manuel.

Resumo: Este artigo avalia a relação entre desempenho da organização e o tempo de mandato do seu Presidente Executivo (CEO) em grandes empresas brasileiras, entre 1999 e 2008. Os resultados indicaram uma tendência para uma relação em forma de U-invertido, sendo o desempenho inferior para tempos de mandato intermédios. Assim, não há uma relação linear entre o tempo de mandato dos CEOs e o desempenho das empresas. Também, há diferentes tipos de curva U-invertido, as organizações podem alcançar picos de resultados diferentes em momentos diferentes. As evidências mostram que a curva de tendência das organizações brasileiras tende a ser semelhante às norte-americanas, logo possibilitando, pelo menos em parte, extrapolar as conclusões obtidas para a realidade do Brasil.

 

Palavras chave: Alta administração, tempo de mandato do presidente, desempenho da organização, visão baseada em recursos, presidente.

Anúncios

1 comentário

Arquivado em Sem categoria

Qual a perspectiva de crescimento das empresas brasileiras, em 2011, segundo seus CEOs?

Conforme mencionei nos últimos dois posts, este post será dedicado a apresentar algumas informações da 7ª Pesquisa de Líderes Empresariais Brasileiros que compõem o 14th Annual Global CEO Survey da PwC.

A 7ª Pesquisa de Líderes Empresariais Brasileiros é um extrato da 14th Annual Global CEO Survey, cujos resultados se baseiam em 1.201 entrevistas em 69 países, entre 6 de setembro e 2 de dezemnbro de2010. A amostra inclui empresas com diferentes portes e atuação em setores variados. Para aprofundar os temas abordados na pesquisa, foram realizadas entrevistas em profundidade com 31 CEOs de cinco continentes…

Espero que os apontamentos abaixo agucem sua curiosidade para conhecer o documento na integra.

1. O mundo começa a se recuperar da pior crise nos últimos 75 anos, sendo que a economia dos EUA (1/4 do PIB mundial) começa a apresentar sinais positivos, despontando um possível crescimento;

2. Aexpectativa dos empresários brasileiros é positiva, sendo impulsionada pelo bom desempenho de 2010, que pode ser creditado (1) às medidas adotadas pelo governo para ampliar o crédito e estimular a demanda e (2) às mudanças estratégicas empreendidas pelas empresas, que corrigiram rota de curto prazo, sem comprometer o longo prazo;

3. “Para atingir suas metas, os líderes pretendem investir em inovação, superar o desafio de escassez de mão de obra qualificada e se comprometem a colabora mais com os governos em áreas consideradas críticas para o aumento de sua competitividade”;

4. Empresários brasileiros estão mais confiantes a curto prazo (58%) do que a longo prazo (50%). Sendo que apenas 38% pretendem implementar iniciativas para redução de custos (a média global é de 64%);

5. Amaioria dos executivos brasileiros (86%) acredita que o Brasil tem alto potencial de crescimento comparando com outros mercados;

6. Os fatores que mais afetaram a mudança de estratégica das empresas brasileiras nos últimos 2 anos foram: Demanda de Clientes (20%), Ameaças de concorrência (24%) e Regulações (20%);

7. “Para 100% dos brasileiros entrevistados, o continente asiático e a Europa Oriental serão palco de expansão de operações corporativas nos próximos 12 meses, enquanto 94% esperam o crescimento das atividades na América Latina, contra 50% na Europa Ocidental e 33% apenas na América do Norte”;

8. As empresas brasileiras estão decididas a aprimorar seus sistemas de gestão de riscos para evitar o impacto de crises como a que sacudiu o planeta em 2008, sendo que as principais medidas adicionais são:

a. Direcionar mais atenção da alta administração à gestão de risco (85% dos entrevistados);

b. Incorporando formalmente cenários de risco ao planejamento estratégico (83% dos entrevistados);

c. Designando formalmente a responsabilidade dos executivos pela gestão de risco (76% dos entrevistados);

d. Aumentando os níveis de autoridade dos executivos da gestão de risco (72% dos entrevistados);

e. Direcionando mais atenção das reuniões de conselho à gestão de risco (61% dos entrevistados).

9. Em relação as ameaças as perspectivas de crescimento, os entrevistados brasileiros destacaram três grandes preocupações (acima de 50%): comportamento do consumidor em permanente mudança (78%), disponibilidade de talentos (68%) e estrutura básica inadequada (56%);

10. Para 84% dos executivos brasileiros entrevistados o governo deveria priorizar em melhorar a infraestrutura do país;

11. As empresas brasileiras acreditam que seus processos de inovação levarão principalmente (mais de 50%) à melhoria da eficiência operacional (86%), novas receitas (86%) e produtos e serviços mais ecológicos (72%);

12. Desafios para o Brasil:

a. Gaps Infraestrutura, principalmente transporte;

b. Reforma para modernizar a máquina pública;

c. Investir em mão de obra qualificada.

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Maiores salários trazem melhores resultados?

Apesar de ter prometido no post anterior abordar neste post mais detalhes da 7ª Pesquisa de Líderes Empresariais Brasileiros, não farei isto. Deixarei para o próximo post. Neste a ênfase será na pergunta Maiores salários trazem melhores resultados?

Diversos são os estudos (principalmente acadêmicos) que relacionam salários dos CEOs com o desempenho de sua organização, porém até o momento não foi detectado um relacionamento linear (quanto maior o salário do CEO, maior o resultado da organização). Logo não podemos afirmar que o resultado da organização está atrelado ao salário do CEO.

Recentemente a FORBES botou mais lenha nesta discussão ao apresentar os CEOs mais antigos e rentáveis do mundo: The CEO 20-20 Club, sendo que o mais rentável (Lawrence J. Ellison) não estava nem no grupo dos 150 maiores salários de CEOs em 2010.

O Portal Exame também abordou este assunto – na matéria Os CEOs mais antigos e rentáveis do mundo, segundo a Forbes – também focando este aspecto.

Então o salário não tem nada haver com o resultado? Também não podemos ser extremos. Segundo Jim Collins, no seu livro Good to Great, é necessários que os executivos tenham salários justos, mas não é só isto que os irão motivar. Sugiro a leitura do Post Good to great de 2009.

E a resposta para este Post: “Não, pelo menos no que tange CEOs”.

2 Comentários

Arquivado em Sem categoria

Resultados garantem o emprego de um CEO? (Parte 2)

Terminei o último post com a resposta: “Não apenas resultados financeiros!”

Sendo que o fio condutor daquele post foi a possível saída de Roger Agnelli da Direção da Vale, fato que foi consumado. Neste post vou apontar apenas algumas matérias que saíram na mídia sobre o fato, para que você possa completar sua análise e chegar as suas próprias conclusões:

Como obedecer a dois chefes sem se queimar com ninguém

Frieza na política e agressividade na negociação foram marcas da gestão de Agnelli

Comissão do Senado convida Mantega para falar de Vale

Para Kassab, demissão de Agnelli é equívoco do governo

Vale precisa contribuir mais com País, diz Lobão

Vale reage mal à saída de Agnelli

Vale Names Murilo Ferreira as CEO, Replacing Roger Agnelli

Por hoje é só!

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Resultados garantem o emprego de um CEO?

No post de 29.dez.2009 – intitulado de Como se comporta o desempenho da organização em relação ao tempo de mandato do seu CEO? – a primeira conclusão que apontei foi que “o tempo de mandato de um CEO não está relacionado linearmente a crescimento ou declínio do desempenho da organização, pois há outras variáveis que influenciam o mesmo, tais como, expectativas e atribuições do conselho, alianças e valores do conselho, poder do CEO e alternativas de CEOs”, logo não é apenas o resultado da organização que define se o CEO permanece ou não no cargo.
Esta afirmação poderia ser uma das bases para explicar os rumores sobre a sucessão de Roger Agnelli (CEO da Vale). Em mais de uma década a frente da Vale, resultados é o que não faltam para Agnelli apresentar: (1) Salto no valor de mercado de US$ 7 bi (1997) para US$ 176 bi (2010), (2) A empresa que mais investiu nos últimos quatro anos e (3) Primeira grande multinacional brasileira, mas mesmo assim há rumores sobre sua sucessão, principalmente por conta da relação com o governo.


Sugiro a leitura da matéria de capa de fevereiro (Há sucessor para Agnelli?) de Época Negócios que aborda o tema e traz uma entrevista com Roger Agnelli.

E qual a resposta para o título do Post? “Não apenas resultados financeiros!”

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Ensaio sobre a nova liderança

Concluindo a proposta do Post de 12.01.2011 (“Quais são os principais problemas enfrentados pela Alta Administração?”), este post irá apresentar algumas sugestões de competências para as lideranças com o objetivo de combater os quatro principais problemas enfrentados pela Equipe da Alta Administração (em inglês, Top Management Team – TMT):
1. O desempenho do CEO tende a ser uma curva em U-Invertido, isto é, cresce nos primeiros anos, mas depois entra em declínio;
2. Dificilmente a TMT possui características homogêneas. Esta heterogeneidade, que muitas vezes pode ser um alavancador para o sucesso, também pode gerar fragmentação e, por conseguinte, implodir a equipe;
3. Gestores Narcistas dentro da TMT, levando à decisões que privilegiam o individuo em detrimento da organização;
4. Aumento da complexidade do ambiente externo, dificultando a tomada de decisões.

Cabe ressaltar que não há uma receita de bolo – ou um algoritmo matemático – que define quais são as competências que um CEO e sua TMT devem possuir para enfrentar os desafios atuais (principalmente os quatro apresentados nestes últimos 40 dias neste Blog). O que será apresentado são competências que tendem a auxiliar o CEO e sua TMT na busca do diferencial competitivo para a sua organização. Feito o preâmbulo, segue as competências:
1. Capacidade de se re-inventar e possibilitar o surgimento de novas idéias;
2. Gerir adequadamente as pessoas, permitindo que as mesmas promovam evolução e revolução;
3. Ser acessível às críticas;
4. Exercer uma liderança criativa;
5. Re-inventar a relação com os clientes, fornecedores e colaboradores;
6. Desenvolver destreza operacional.

Mas como desenvolver estas competências? A resposta também não é simples. Não basta um curso de liderança ou um MBA. É preciso que cada um busque se desenvolver de forma holística, buscando estas competências em todos os aspectos de sua vida: assistindo um filme, lendo um livro, se inspirando com uma história, correndo, admirando uma obra de arte, desenvolvendo um artigo, estudando em um MBA, tomando um chope com os amigos, etc.

Posts relacionados:
12.01.2011 – “Quais são os principais problemas enfrentados pela Alta Administração?
28.01.2011 – “Tende a cair…
31.01.2011 – “Fragmentos de uma equipe
10.02.2011 – “Narciscita?! Eu?
14.02.2011 – “O ritual da complexidade!

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

O ritual da complexidade!

Dando continuidade a proposta do Post de 12.01.2011 (“Quais são os principais problemas enfrentados pela Alta Administração?”), este post será dedicado a explorar o último dos quatro principais problemas enfrentados pela Equipe da Alta Administração (em inglês, Top Management Team – TMT): “Aumento da complexidade do ambiente externo, dificultando a tomada de decisões”.

Podemos até discutir e não concordar em qual Era vivemos (Da informação? Do conhecimento? Da conectividade?), porém parece que há um consenso em relação ao aumento da complexidade para a tomada de decisões, sejam elas pessoais ou profissionais.

No âmbito empresarial, o processo de tomada de decisões estratégicas está se tornando cada vez mais complexo, visto o aumento de variáveis a se considerar (concorrente, cultura, cliente, conflito entre gerações, etc) e ao número de informações disponíveis sobre elas. O CEO e a TMT estão envolvidos em um ambiente (comumente) complexo, onde uma decisão pode se tornar o alavancador do sucesso ou o “tombo” em direção ao fracasso da organização.

Em 2010, a IBM publicou o estudo “Capitalizing on Complexity – Insights from the Global Chief Executive Officer Study”, que entrevistou 1541 CEOs, ao redor do mundo (42% Europa; 21% América do Norte; 25% países de mercados em crescimento – incluindo Brasil; 12% Japão), sobre o tema. Em geral os CEOs afirmaram que estão atuando em um mundo mais volátil, incerto e complexo, onde “mudanças incrementais não são suficientes em um mundo que está operando em modos fundamentalmente diferentes”.

O estudo apontou quatro constatações (dos CEOs):
1. A complexidade tende a ampliar e mais da metade dos CEOs não se sentem capacitados para gerenciá-la;
2. A criatividade será a qualidade mais importante para os líderes;
3. As empresas mais bem sucedidas co-criam seus produtos com os clientes e integram (estes mesmos clientes) nos processos críticos da organização;
4. Para ter melhor performance no gerenciamento da complexidade, o CEO deve considerar o cenário mais amplo (organização, cliente e parceiros).

Um dos fatores externos que vem contribuindo para estas constatações é o aumento do impacto relativo da tecnologia nos
últimos 6 anos.

O estudo aponta três saídas para garantir que os CEOs tenham sucesso neste cenário onde a complexidade tende a aumentar:
(1) Incorporar uma liderança criativa: não basta apenas inovar no modelo de negócio, é preciso buscar a criatividade nas lideranças para esta inovação;
(2) Re-inventar a relação com os clientes: não basta se aproximar do cliente, a empresa deve trazer o cliente para dentro do seu processo;
(3) Construir destreza operacional: a partir de estruturas com custos flexíveis (parcerias) e desenvolver processos globais que simplifiquem a complexidade para si e para seus clientes.

Posts relacionados:
12.01.2011 – “Quais são os principais problemas enfrentados pela Alta Administração?
28.01.2011 – “Tende a cair…
31.01.2011 – “Fragmentos de uma equipe
10.02.2011 – “Narciscita?! Eu?
22.02.2011 – “Ensaio sobre a nova liderança

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria