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Por que o Brasil ficou na última posição no ranking de inovação do Fórum Econômico Mundial?

O ano nem bem começou e já ficamos em último lugar no ranking de inovação do Fórum Econômico Mundial. Apresentado em 08/01/2015, este ranking inédito de inovação é resultado de uma combinação dos dados do monitor global de empreendedorismo (70 países) e do indicador de competitividade (144 países). Como o estudo considerou 5 anos de ambos os indicadores, o cruzamento válido englobou 44 países.

Blog 03 - 25-01-2015

Mas por que o Brasil ficou atrás dos outros 43 países? A resposta já é conhecida, porém a solução ainda está longe da realidade. Os empresários brasileiros apontam 4 principais fatores para este resultado:

  • Burocracia;
  • Falta de mão de obra qualificada;
  • Elevados tributos;
  • Custo da produção.

Você pode ler um pouco mais sobre este assunto no artigo “Empreendedores brasileiros inovam menos, mostra estudo” da revista Veja.

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E o que os executivos brasileiros pensam sobre inovação?

O post anterior foi dedicado a apresentar alguns apontamentos do estudo Barômetro da Inovação 2013  – que consolida a percepção de mais de 3000 executivos sêniores de 25 países diferentes sobre como a inovação influencia nas estratégias dos negócios –, já este post irá focar no capítulo Brasil do mesmo estudo.

Destaco os seguintes pontos sobre a percepção brasileira:

  • 95% dos entrevistados brasileiros afirmam que a inovação é prioridade estratégica para as suas empresas;
  • Os brasileiros destacam 3 habilidades fundamentais para inovar: (1) compreender os clientes e prever as evoluções do mercado (92%, 11 pontos acima da média global); (2) trabalhar colaborativamente (85%, 19 pontos acima da média global); e (3) atrair e reter pessoas inovadoras (83%, 10 pontos acima da média global);
  • Em relação as políticas públicas, os brasileiros acentuam 3 pontos: (1) lutar contra a burocracia (84%, 36 pontos acima da média global); (2) maior incentivo ao empreendedorismo no sistema educacional (81%, 31 pontos acima da média global); e (3) melhor alinhamento entre currículo dos estudantes e as necessidades das empresas (70%, 26 pontos acima da média global);

Blog 07 A - 01-09-2013

  • Apenas 35% dos entrevistados brasileiros consideram que o governo aloca uma parcela adequada de recursos para inovação (10 pontos abaixo da média global);
  • Apenas 54% dos entrevistados brasileiros consideram fácil fazer parcerias com universidades para P&D (11 pontos abaixo da média global). Nesta mesma linha, apenas 41% consideram que as universidades locais preparam bem os líderes inovadores do futuro (16 pontos abaixo da média global);
  • A percepção que o setor privado brasileiro apoia empresas que precisam de financiamento para inovar caiu 11 pontos (2012: 69% e 2013: 58%);
  • Apenas 27% consideram que o governo apoia eficientemente a inovação de forma organizada e coordenada (12 pontos abaixo da média global). Por outro lado, 89% acreditam que as novas gerações estão buscando mais a inovação (12 pontos acima da média global);

Blog 07 B - 01-09-2013

  • Para os brasileiros a principal barreira para a colaboração é a falta de segurança e confidenciabilidade (86%, 22 pontos acima da média global).

Blog 07 C - 01-09-2013

O estudo apresenta diversas análises (Brasil x Média Global), neste post concentrei nas que mais me chamaram a atenção.

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Por que não há maior interação entre universidades e empresas para geração de inovação no Brasil?

Esta pergunta normalmente aparece quando se trata do assunto “Inovação no Brasil”, há muitas opiniões e respostas (algumas divergentes, outras convergentes).

Blog 04

Neste post, não irei tentar consolidar estas respostas ou apresentar minha opinião, apenas irei expor os “Obstáculos à aproximação” defendidos por Paulo Adriano Freitas Borges e Evaldo Ferreira Vilela no artigo “Como aproximar empresas e universidades” (Harvard Business Review Brasil – v. 89, n.9, set 2011):

1. Universidades públicas são ambientes burocráticos e complexos, fatores que desestimulam o pesquisador de procurar parcerias com a iniciativa privada;

2. Apesar de existir legislação que permita ao pesquisador ser recompensado financeiramente ao transferir sua pesquisa para uma empresa privada, a prática ainda é extremamente malvista por seus colegas;

3. Os sistemas de reconhecimento no ambiente acadêmico estão vinculados à produção científica de artigos;

4. A linguagem e o “timing” da academia são totalmente diferentes do setor empresarial;

5. O nível de investimentos em pesquisa e desenvolvimento no Brasil realizado pelas empresas ainda é muito baixo;

6. Pressionados pelo resultado de curto prazo, as empresas têm dificuldade de inserir em seus portfólios, projetos de pesquisa que normalmente são longos e com um grau de risco maior quando comparados aos demais projetos.

Acredito que há diversas ações sendo realizadas para se tratar alguns destes obstáculos, bem como há outros obstáculos não listados, porém considero que estes já permitem uma boa reflexão sobre o tema.

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Brasil sobe em ranking de Competitividade Global

Hoje (07/set – Dia da Independência), o Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum – WEF) divulgou o ranking de competitividade global 2011, onde o Brasil subiu de 58º (2010) para a 53º posição.

O ranking é composto por 142 países e se baseia no Índice de Competitividade Global, que considera 12 critérios dividido em 3 grupos (1. Requisitos básicos, 2. Alavancadores da Eficiência e 3. Fatores para a inovação) para definir a competitividade dos países:

  • Instituições;
  • Infraestrutura;
  • Ambiente macroeconômico;
  • Saúde e educação primária;
  • Educação superior e capacitação;
  • Eficiência no mercado de bens;
  • Eficiência no mercado de trabalho;
  • Desenvolvimento do mercado financeiro;
  • Prontidão tecnológica;
  • Tamanho de mercado;
  • Sofisticação de negócios;
  • Inovação.

Considerando o BRIC, o Brasil está afrente da Índia (56ª) e da Rússia (66ª) e atrás da China (26ª).

Posição

País

Suíça
Cingapura
Suécia
Finlândia
Estados Unidos
Alemanha
26º China
53º Brasil
56º Índia
66º Rússia

Considerando os 12 critérios, isoladamente, podemos ver onde o Brasil ainda precisa melhorar: Desenvolver instituições de ensino superior para desenvolver novas competências, Melhorar e ampliar infraestrutura, Otimizar as instituições Brasileiras, Desburocratizar os processos trabalhistas, Investir em Saúde e Educação Básica, Ampliar eficiência do mercado de bens e macroambiente.

Posição Brasil Critério
10º Maiores mercados internos
31º Sofisticado Ambiente de Negócio
43º Desenvolvimento do mercado financeiro
44º Inovação
54º Prontidão tecnológica
57º Educação superior e capacitação
64º Infraestrutura
77º Instituições
83º Eficiência no mercado de trabalho
87º Saúde e educação primária
113º Eficiência no mercado de bens
115º Ambiente macroeconômico

Se você quer saber mais sobre este assunto:

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Qual a perspectiva de crescimento das empresas brasileiras, em 2011, segundo seus CEOs?

Conforme mencionei nos últimos dois posts, este post será dedicado a apresentar algumas informações da 7ª Pesquisa de Líderes Empresariais Brasileiros que compõem o 14th Annual Global CEO Survey da PwC.

A 7ª Pesquisa de Líderes Empresariais Brasileiros é um extrato da 14th Annual Global CEO Survey, cujos resultados se baseiam em 1.201 entrevistas em 69 países, entre 6 de setembro e 2 de dezemnbro de2010. A amostra inclui empresas com diferentes portes e atuação em setores variados. Para aprofundar os temas abordados na pesquisa, foram realizadas entrevistas em profundidade com 31 CEOs de cinco continentes…

Espero que os apontamentos abaixo agucem sua curiosidade para conhecer o documento na integra.

1. O mundo começa a se recuperar da pior crise nos últimos 75 anos, sendo que a economia dos EUA (1/4 do PIB mundial) começa a apresentar sinais positivos, despontando um possível crescimento;

2. Aexpectativa dos empresários brasileiros é positiva, sendo impulsionada pelo bom desempenho de 2010, que pode ser creditado (1) às medidas adotadas pelo governo para ampliar o crédito e estimular a demanda e (2) às mudanças estratégicas empreendidas pelas empresas, que corrigiram rota de curto prazo, sem comprometer o longo prazo;

3. “Para atingir suas metas, os líderes pretendem investir em inovação, superar o desafio de escassez de mão de obra qualificada e se comprometem a colabora mais com os governos em áreas consideradas críticas para o aumento de sua competitividade”;

4. Empresários brasileiros estão mais confiantes a curto prazo (58%) do que a longo prazo (50%). Sendo que apenas 38% pretendem implementar iniciativas para redução de custos (a média global é de 64%);

5. Amaioria dos executivos brasileiros (86%) acredita que o Brasil tem alto potencial de crescimento comparando com outros mercados;

6. Os fatores que mais afetaram a mudança de estratégica das empresas brasileiras nos últimos 2 anos foram: Demanda de Clientes (20%), Ameaças de concorrência (24%) e Regulações (20%);

7. “Para 100% dos brasileiros entrevistados, o continente asiático e a Europa Oriental serão palco de expansão de operações corporativas nos próximos 12 meses, enquanto 94% esperam o crescimento das atividades na América Latina, contra 50% na Europa Ocidental e 33% apenas na América do Norte”;

8. As empresas brasileiras estão decididas a aprimorar seus sistemas de gestão de riscos para evitar o impacto de crises como a que sacudiu o planeta em 2008, sendo que as principais medidas adicionais são:

a. Direcionar mais atenção da alta administração à gestão de risco (85% dos entrevistados);

b. Incorporando formalmente cenários de risco ao planejamento estratégico (83% dos entrevistados);

c. Designando formalmente a responsabilidade dos executivos pela gestão de risco (76% dos entrevistados);

d. Aumentando os níveis de autoridade dos executivos da gestão de risco (72% dos entrevistados);

e. Direcionando mais atenção das reuniões de conselho à gestão de risco (61% dos entrevistados).

9. Em relação as ameaças as perspectivas de crescimento, os entrevistados brasileiros destacaram três grandes preocupações (acima de 50%): comportamento do consumidor em permanente mudança (78%), disponibilidade de talentos (68%) e estrutura básica inadequada (56%);

10. Para 84% dos executivos brasileiros entrevistados o governo deveria priorizar em melhorar a infraestrutura do país;

11. As empresas brasileiras acreditam que seus processos de inovação levarão principalmente (mais de 50%) à melhoria da eficiência operacional (86%), novas receitas (86%) e produtos e serviços mais ecológicos (72%);

12. Desafios para o Brasil:

a. Gaps Infraestrutura, principalmente transporte;

b. Reforma para modernizar a máquina pública;

c. Investir em mão de obra qualificada.

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