Mas afinal, o que é inovar em modelo de negócios?

No post anterior, abordei a possibilidade de utilizar clouding computing como plataforma para inovar em modelo de negócio. Mas afinal, o que é inovar em modelo de negócios? Ou a pergunta seria: o que é modelo de negócios?

Segundo Osterwalder e Pigneur (2010) “modelo de negócio é um esquema para a estratégia ser implementada através das estruturas, dos processos e sistemas organizacionais”, o autor ainda acrescenta que “um modelo de negócios descreve a lógica de criação, entrega e captura de valor por parte de uma organização”. Logo inovar em modelo de negócio, é criar uma interação diferente – gerando valor – com/para seu cliente.

Há diversas ferramentas/métodos para uma organização desenvolver/entender/clarificar seu modelo de negócio, sendo que neste post gostaria de destacar o Quadro de Modelo de Negócios (Canvas), que permite rápido entendimento de um modelo de negócio, possibilitando insights para torna-lo inovador.

O Quadro de Modelo de Negócios (Canvas) é apresentado no livro “Business Model Generation – Inovação em Modelos de Negócios”, que foi co-criado por 470 autores de 45 países diferentes colaborando. O livro apresenta o Quadro de Modelo de Negócios, enfatizando como usa-lo, com muitos exemplos e estratégias para obter o máximo desta ferramenta. Abaixo irei apresentar um resumo geral da ferramenta, que não substitui de nenhuma forma o livro. Sugiro que você leia e conheça o site do projeto.

O modelo possui nove componentes que abordam as quatro principais áreas de um modelo de negócio: clientes, oferta, infraestrutura e viabilidade financeira.

Você pode desenvolver seu modelo (ou “ler” um existente) na seguinte ordem dos componentes:

1. Segmentos de Clientes: neste componente, você deve responder a seguinte pergunta “Para quem o modelo de negócio está criando valor?”. Um modelo de negócio pode atender mais de um segmento de mercado. Há diversos tipos de segmentos de cliente, entre eles: mercado de massa, nicho de mercado, segmentado, diversificado e mercados multilaterais;

2. Proposta de valor: apresenta o pacote de produtos e serviços que irão criar o valor para o segmento de clientes. Os valores podem ser expressos de diversas formas, entre elas: novidade; desempenho; personalização; Design; Status; Preço; Redução de risco; Acessibilidade; e Conveniência;

3. Canais: este componente reúne três tipos básicos de canais: comunicação, distribuição e vendas. O canal pode ser direto (Equipes de Venda, Vendas na Web) ou indireto (Lojas próprias, Lojas parceiras e Atacado). Um canal pode permitir que o cliente (1) conheça; (2) avalie; (3) compre; (4) receba e/ou (5) tenha apoio após a compra;

4. Relacionamento com Clientes: estabelece como a organização irá realizar o relacionamento com seus clientes, tendo três motivadores básicos: (1) Conquista do cliente; (2) Retenção do cliente; e (3) Ampliação das vendas. Existem diversas categorias de relacionamento com os clientes que podem ser combinados ou utilizados de forma isolada, por exemplo: Assistência pessoal; Assistência pessoal dedicada; Self-service; Serviços automatizados; Comunicados; e Cocriação;

5. Fontes de receitas: estabelece os fluxos de receitas do modelo de negócio, sendo que podem ser classificados em dois tipos básicos: (1) pagamento único e (2) renda corrente/pagamento constante. Podem ser geradas por venda de recursos, taxa de uso, taxa de assinatura, empréstimo, licenciamento, taxa de corretagem, anúncios, entre outras;

6. Recursos principais: este componente aponta quais são os principais recursos necessários para gerar a proposta de valor, podem ser categorizados em quatro: (1) físico, (2) intelectual, (3) humano e (4) financeiro;

7. Atividades-chaves: define quais são as principais atividades para gerar a proposta de valor, podem ser categorizadas em três: (1) produção, (2) Resolução de problemas e (3) Plataforma/rede;

8. Parcerias principais: descreve as parcerias necessárias para se gerar a proposta de valor. Existem três motivadores para as parcerias: (1) otimização e economia de escala; (2) redução de riscos e incertezas; e (3) aquisição de recursos e atividades particulares. O livro distingue as parcerias em quatro: “(1) Alianças estratégicas entre não competidores; (2) Coopetição – parcerias estratégicas entre concorrentes; (3) Joint ventures para desenvolver novos negócios; e (4) Relação comprador-fornecedor para garantir suprimentos confiáveis”;

9. Estrutura de custos: apresenta os custos principais relacionados com os recursos, atividades e parcerias necessárias para o modelo criar a proposta de valor definida.

A ferramenta é simples e intuitiva. Agora sugiro que você desenhe seu modelo de negócios atual e se desafie em inova-lo.

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